Pesquisar neste blogue

A carregar...

quinta-feira, 17 de Abril de 2014

O treino e o pai

Disse a muito poucas pessoas, mas o pai esteve bastante doente. Não sendo propriamente grave, mas o suficiente para o impedir de andar mais de 10 metros (completamente curvado e a coxear) sem ter de se sentar.
Dor ciática, foi o diagnóstico. Dose cavalar de injecções diárias durante mais de 10 dias, sem surtir qualquer efeito significativo e comprimidos que se tomaram até há 2 dias atrás e agora sim, podemos dizer que o pai já está melhor e da dor que o impedia de andar resta já só uma subtil lembrança e o medo que se venha a repetir.
Não que isso tivesse relação directa com os treinos da rapariga, que não tem, mas a vida desta rapariga está repleta de relações indirectas e complexas, conforme sabemos.
E hoje, já o pai a acompanhou de novo no treino dela. Sim, porque ela voltou a correr hoje. Pelo 3º dia consecutivo a fazer jus à sua fama de "tudo ou nada" e "quero tudo e agora", o que só se poderia revelar prejudicial se tivermos em conta que não corre com regularidade desde Dezembro passado, mas que vamos considerar aceitável tendo em conta as distâncias aplicadas e os ritmos.
Estaria isso tudo muito certo se as ditas distâncias e os ritmos aplicados não estivessem a roçar o seu limite máximo neste momento.

Correu hoje 6 km, em 39m25s, com o pai e o Tejo por companhia. Valeu-lhe também um companheiro que a apanhou quando ela se aproximava do seu 5º km, altura em que mental e fisicamente lutava para pelo menos atingir os 5 km de treino, e depois com ele, na conversa acabou por correr os 6. Tudo isto leva-nos a pensar que ela quer é conversa.

Amanhã não correrá, pensa hoje. Dará algum alívio às pernas que estão piores hoje do que no dia seguinte à sua última Maratona!

Quer salientar ela, que o pai está de volta, e com ele, ela! E hoje, por aqui e por tudo isto, foi um bom treino.


Parece que viu bicho...e é verdade, o bicho está dentro dela e não é fácil espantar





Até amanhã querido diário

quarta-feira, 16 de Abril de 2014

O Processo

Conheço por demais bem O Processo. Ele é o peso no corpo. Ele é a dificuldade em deslocar-me em passos de Corrida. Ele é o peso a mais e a dificuldade na respiração. Ele é de novo conter-me e cuidar-me na alimentação que adopto. Ele é progredir lentamente, quer na Corrida quer na perda de peso. Ele é chamado de recomeço, para mais uma vez perder peso e melhorar a forma (física e psíquica). Ele, o Processo, é abraçado de novo para progredir muito lentamente. Com alguns tropeços, mas com persistência e paciência, o objetivo é sempre atingido: perda de peso na ordem dos 8 a 10 quilos que é aquilo que engordo desde que "páro" (ou entro num outro processo, chamado este de destruição) e a  forma (sempre modesta) é consideravelmente melhorada, o que não é difícil tendo em conta o patamar até onde me deixo cair.

Farta destes recomeços e recuos. Uns meses "bem" e depois outros a destruir aparentemente de forma propositada tudo o que consegui. Para depois "recomeçar". Melhorar, tentar e conseguir. Subir ao pódio da vida e ouvir os aplusos fantasmas. Conheço tão bem o sabor desta "vitória" fútil. E depois...depois caio. O grave é que cada vez estou mais velha e estes desequilíbrios não fazem nada bem ao corpo e este começa a queixar-se. Coração, articulações, músculos e tendões, em cada "recomeço" sinto que correspondem cada vez com mais dificuldade.

Percebo por fim que não há recomeços. Não há dias para começar nada. Há apenas dias para viver. E da forma de o fazermos no imediato, depende de facto a nossa vida. Hoje. No caminho da vida. Ou podemos dizer que recomeçamos todas as manhãs que acordamos, com pequenos ou grandes passos.

Quando a batalha vencida é acordar e sair da cama para viver, como se isso fosse algum desafio para alguém (pensarão muitos e eu também gostava de pensar como eles), a decisão está tomada e há já uma pequena grande vitória.
 
Hoje, este cenário que me vê terminar o treino, este Tejo cinzento onde saltam os peixes e mergulham as aves que o sobrevoam, olha-me de soslaio  e vê-me derreada após estes 45 minutos em que corri 7 Km, exausta, vermelha, com a sensação de "nem mais um passo", em muito pior estado do que quando há uns meses atrás terminava no mesmo exacto lugar um treino de 34 km...

O Processo, portanto, encontra-se novamente em marcha. Encontra-se a rapariga no ponto de retorno, outrora chamado de recomeço... (antes isto que desistir de vez, pensa a rapariga e segue confiante - não muito - que ainda vai conseguir correr os 11 km da Corrida da Liberdade no dia 25 de Abril, os 15 km da Corrida 1º Maio e os 20 Km dos Trilhos das Lampas, a 10 Maio)

segunda-feira, 14 de Abril de 2014

8 anos


A 14 de Abril de 2006, escrevia:

«Sou a Maria Sem Frio Nem Casa

A solidão leva-nos a estas coisas. A necessidade de comunicar, de transmitir e de ter a ilusão que alguém nos escuta, leva a este fenómeno dos blogs. É por isso que eu estou aqui. É por isso que vocês estão aqui. É por isso que aqui nos encontramos, sem nunca nos encontrarmos.
              
Hoje, 14 de Abril de 2014...
 ...


Hoje. Hoje sei melhor que nunca que Solidão é um estado interior, agarrado à alma do ser, completamente alheio ao que o rodeia. Hoje sei que ter a ilusão que nos ouvem (ou outra ilusão qualquer) é totalmente insatisfatório e sei também que ter a certeza que nos ouvem pode ser igualmente insatisfatório. Hoje sei que um blog pode ser muitas coisas para além do acima descrito. Hoje sei que afinal há muitos encontros para além do ecrã e das palavras escritas. Hoje sei que após oito anos, ainda tenho palavras, e mesmo em dias alternados, a Maria Sem Frio Nem Casa ainda faz algum sentido. E enquanto assim for, ela continuará por cá. Com mais visitas, menos visitas, mais elogios, menos elogios, mais depreciações, menos depreciações, enquanto fizer sentido para ela, e há dias em que ainda faz, ela por aqui continuará.

domingo, 6 de Abril de 2014

Conselhos

Muitas vezes somos muito bons a dar conselhos aos outros, conselhos esses que temos uma dificuldade tremenda em aplicar na prática em nós próprios.

Por isso, quando vendo o meu peixe incentivando alguém que está a começar a correr, que pode/deve alternar a Corrida com a caminhada nos seus treinos, que deve ser paciente, persistente e regular nos seus treinos, não se deixando desanimar por não estar a correr como se desejava, que devemos manter o foco, etc e tal, que mais dia menos dia verá melhorias e resultados, estou longe de conseguir aplicar esses magníficos conselhos a mim mesma.

Por isso, tu ouve-me rapariga:

Não podes querer correr 12 km seguidos,de forma contínua e confortável, como se tivesses 10 kg a menos e estivesses mininamente em forma para o fazer, como era o teu caso em Dezembro do ano passado! Simplesmente não podes! Porque se o esperares, só vai acontecer uma coisa: desilusão e desânimo. Tens de te contextualizar no presente! Nas condições e circunstâncias actuais! As tuas!

Por isso, o facto de, ao invês de milhentas coisas que poderias fazer/não fazer, o facto de teres saído para correr e teres percorrido os tais 12 km da sequinte forma:

5 km - a correr, 32 min.
0,5 Km - a andar
1 km - a correr; 6:21
0,5 Km - a andar
1 km - a correr; 6:21
0,5 Km - a andar
2 km - a correr; 12:39
1 km - a andar

foi espectacularmente BOM! Para ti... HOJE!

E é este o estado da rapariga hoje e amanhã é outro dia.


quarta-feira, 2 de Abril de 2014

Dizem que...





Dizem que são "de Trail". São, por definição (ou deveriam ser) especialmente concebidos para Trail portanto, com caracterísiticas especiais adequadas à prática do Trail, o que significa, no meu singelo entendimento da matéria, e só para começar, uma melhor aderência em pisos derrapantes, assim como uns bons pneus de automóvel em tempo de chuva com estradas alagadas e cheias de lama, areias e pedras. Deveriam manter-me firme e sólida em contacto com o solo em cada passada.

Dizem que são de Trail... Então porque escorregam que nem manteiga nas calçadas dos passeios molhados e me fazem ir tão segura como elefante em loja de cristais?


Se calhar é porque a calçada portuguesa molhada não será propriamente considerada piso de Trail...mas nas serras também apanhamos pedras e pedrinhas e pedragulhos que molhados não escorregam menos...

terça-feira, 1 de Abril de 2014

Às vezes

Às vezes, quando todos mal terminaram o jantar e já saem da mesa ainda com a sobremesa na mão, apressados para as suas tarefas, ela, fica mais um pouco, então sozinha na mesa. Vai comendo devagar, como gosta. Um pouco mais e só um pouco mais ainda, uma migalha de pão, um naco de queijo ou um pedacinho minúsculo de carne, com o cuidado de deixar as doses necessárias para os almoços do dia seguinte. Bebericando do copo em pequenos golos, lentamente, e fica assim, a ouvir o rádio, comendo, bebendo, e às vezes chora.

Nesse tempo só dela, em que lhe apetecia conversar mas tem só os pratos vazios e sujos para levantar. Aconchega-a a ideia de que fez um bom jantar, que mais uma vez alimentou a família e mais uma refeição foi servida, mesmo que os elogios não surjam, como é costume.

Às vezes, quando todos mal terminaram o jantar e já saem da mesa ainda com a sobremesa na mão, apressados para as suas tarefas, ela, fica mais um pouco, então sozinha na mesa e às vezes chora.

sábado, 29 de Março de 2014

Conferência da Corrida Espírito de Aliança



E decorreu hoje, no Quartel do Carmo, em Lisboa, a Conferência sobre a Corrida de Aliança, a realizar dia 17 Maio, num percurso de 100 Km, pelas Linhas de Torres, ligando Lisboa a Mafra, em cenários que se adivinham deslumbrantes.

Foi-nos apresentado um interessante leque de assuntos, por excelentes e  efusivos oradores. Um pouco da História da nossa nação, como e porque apareceram, o que são e do que são feitas as Linhas de Torres, a história e a postura do clube Stress, organizador desta Corrida (que vai na sua 2ª edição), responsáveis e promotores de vários eventos onde prevale para além da Corrida o espírito verdadeiramente solidário (refira-se que o valor/donativo da inscrição reverte na sua totalidade, este ano, para a Fundação Portuguesa de Cardiologia). Tivemos também uma abordagem ao que são as Linhas de Torres hoje, pela Rota Histórica das Linhas de Torres, numa envolvência turística e económica de toda a linha do Oeste, também a biomecânica da Corrida, especialmente virada para as longas distâncias, e por fim mas não menos importante, a importância e o Espírito da Corrida, desta e da Corrida em si. Tudo mediado pelo General Rui Moura. Foi uma manhã muito interessante, onde a atenção da assistência foi sempre sabiamente captada pelos oradores e saí de lá bastante mais enriquecida. Aprendi e só tive pena da Corrida ser já daqui a 7 semanas pois a vontade com que fiquei era de correr os 100 Km!


Mas a prova pode ser realizada na sua totalidade ou pode o atleta fazer apenas algumas das 12 etapas, sendo estas:


1ª etapa - 5:00 hrs - Lisboa (Instituto Superior Técnico) - Sacavém (8,7Km)

2ª etapa - 6:00 hrs - Trancão  - Mata do Paraíso (10,4Km, total 19.1Km)

3ª etapa - 7:10 hrs - Mata do Paraíso - F42/F. Aguieira (6,6Km, total 25,7Km)

4ª etapa - 8:15 hrs - F42/F. Aguieira - A-do-Mourão (6,2Km, total 31,9Km)

5ª etapa - 9:00 hrs - A-do-Mourão - F10/Carvalha (6,1Km, total 38Km)

6º Etapa - 10:00 hrs - F10/Carvalha – F14/Alqueidão (8,3Km, total 46,3Km)

7 Etapa - 11:30 hrs - F14/Alqueidão – Q.G. Wellington, Pêro Negro (11,5Km, total 57,8Km)

8º Etapa - 13:00 hrs - Q.G. Wellington – Capela de N.ª Sr.ª do Socorro (7,6Km, total 65,4Km)

9º Etapa - 14:20 hrs - Capela de N.ª Sr.ª do Socorro – Castro do Zambujal (11,2Km, total 76,6Km)

10º Etapa - 16:00 hrs - Castro do Zambujal – Livramento (10,5Km, total 87,1Km)

11º Etapa - 17:45 hrs - Livramento – Acesso Tapada, Porta da Barroca (4,4Km, total 91,5Km)

12º Etapa - 18:30 hrs - Acesso Tapada – Terreiro D. João V (8,5Km, total 100Km)

E eu, como costume, não sei bem quais irei fazer, apesar de estar inscrita para a 2ª e para a 3ª, gostaria de fazer mais, mas terei também de me organizar logisticamente para não dar por terminada a minha participação num ponto qualquer e depois dar por mim sozinha no meio de nenhures.

Deixo-vos com a vista da minha Lisboa, directamente a partir da varanda do Quartel do Carmo:





terça-feira, 25 de Março de 2014

Corrida Espírito de Aliança


A propósito da Corrida Espírito de Aliança, - inscrições e informações aqui - a realizar dia 17 de Maio e que vai ligar Lisboa a Mafra, num percurso de 100 Km, pelas Linhas de Torres, podendo no entanto os atletas participarem apenas num ou mais percursos, e sendo o valor da inscrição um donativo mínimo no valor de EUR 5,00 para a Fundação Portuguesa de Cardiologia,  a Maria partilha:

CONVITE

Decorridos duzentos anos sobre a interrupção da construção das Linhas de Torres (com a retirada de Napoleão na Campanha da Rússia em 1813), torna-se oportuno contribuir de uma forma diferente para o conhecimento que estas Linhas desempenharam num período particularmente difícil mas impulsionador de grandes transformações na história de Portugal, e do Brasil, no contexto da Europa e da América do Sul.

Foi neste contexto que o CLUBE DO STRESS assinalou, em 2013, esta importante efeméride, num percurso de cem quilómetros no interior das Linhas, correndo ao longo dos trilhos que os estafetas utilizaram há dois séculos, designado por “ Linhas de Torres, 200 anos 100 km”. Á semelhança de muitas corridas em que o Stress tem participado, correndo em Solidariedade por um objetivo concreto, tratou-se de angariar fundos que permitiram ajudar a Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson e distinguir, em cada concelho onde esta prova passou, o melhor aluno português na disciplina da língua inglesa, proporcionando uma bolsa para frequentar durante 15 dias, em Inglaterra, um curso intensivo da referida língua.

Para 2014, a Rota Histórica das Linhas de Torres - Associação para o Desenvolvimento Turístico e Patrimonial das Linhas de Torres Vedras pretende aumentar a divulgação deste património como destino turístico que já hoje é muito procurado.

O CLUBE DO STRESS vai, uma vez mais, associar-se a esta causa e, com esse objectivo, convidamo-lo assistir a uma conferência sobre o tema e à apresentação da Corrida Espírito de Aliança, no próximo dia 29 de Março, sábado, nas instalações do Quartel do Carmo (anfiteatro), ao Chiado, com entrada pelo Largo do Carmo, com o seguinte programa:

      9:30 - Recepção dos participantes
      9:45 - Abertura, General Rui Moura
      10:00 – Prof. Dr. João Paço, O Stress e a Solidariedade
      10:10 - Coronel Américo Henriques, A Guerra Peninsular
      11:00 - Coronel José Paulo Berger, As Linhas de Defesa, de Lisboa a Torres Vedras, durante a Guerra Peninsular
      11:20 - Eng.ª Rosário Veiga, Materiais e técnicas construtivas dos Fortes da Linhas de Torres
      11:40 - Dr. Rui Brás, Rota Histórica das Linhas de Torres
      12:00 - Prof. António Veloso, Biomecânica da corrida
      12:20 - Dr. Elói Marques da Silva, Corrida Espírito de Aliança – Pelos caminhos da História
      12:40 – Encerramento, General Rui Moura
 
Nota: Por razões de natureza logística, solicita-se confirmação da presença 
(contacto@espiritodealianca.org)

domingo, 9 de Março de 2014

16º Corta Mato de Santo António dos Cavaleiros

E decorreu hoje mais uma prova do Troféu de Loures. Foi o 16º Corta Mato de Santo António dos Cavaleiros e eu estive lá.

Não porque tenha qualquer especial interesse no troféu nem porque uma prova de 3 km me encante, bem pelo contrário. Acontece que por um quase acaso, acabei inscrita para as provas todas do troféu, a custo zero, todas relativamente perto de casa e a representar uma equipa que não me diz rigorosamente nada: Grupo Desportivo Ribeira de Lage. Apenas amiga de amigo e a coisa aconteceu.

Assim, se hoje tinha as Lezírias e se fiquei com pena de não ir, pois é das minhas provas preferidas, optei por não gastar e ir a Santo António dos Cavaleiros. E claro, em nada me arrependi, conforme previa. O único senão é que de facto...soube a pouco. Foram apenas 2.820 metros corridos em 15m43s, média de 5.35/km, o que não é nada de jeito mas deu-me para suar as estopinhas pois a minha forma é péssima, os treinos para a "especialidade" (ou mesmo só "os treinos") são quase inexistentes e o percurso, se não é difícil, também tem umas inclinaçõezinhas que quem tem excesso de peso e quase nenhum treino, não achará propriamente fáceis.

A prova, organizada pela Junta de Freguesia, União de Freguesias Santo António dos Cavaleiros e Frielas esteve muito bem organizada. Percurso bem marcado, entre terra batida e relva, muto apoio, partidas a horas dos vários escalões, entregas de prémios rápidos, tudo muito bem. Prémios de presença: saco com t-shirt de algodão, iogurte e água.

A minha prova foi aquecer um pouco, perceber que isto hoje não está fácil, sinto-me muito pouco destra e impelir o corpo para adiante em passo de corrida não me surge fácil. Por instantes interrogo-me o que faço eu ali numa prova destas! Onde toda a gente anda a lutar pelos lugares do Troféu, a fazer pontos, a lutar a sério e a dar no osso. Por instantes o pânico apodera-se de mim: e se o tempo limite não chegar? Estavam anunciados 3 km e a minha prova teria de acabar antes de começar a do escalão seguinte  exactamente 30 minutos depois da minha partida! E se ficasse em última? E se tivessem de me tirar da pista? E se... PÁRA! Grita o meu eu mais racional, que apesar de não parecer também o tenho. Já não há nada a fazer! Estou ali e agora é correr!

Corro com os escalões femininos de Juvenis, Juniores, Seniores e Veteranas. Parto na linha de trás, evidentemente. Não tenho andamento para aquilo. Faço a minha prova. De forma natural, porque a passada e o ritmo eram semelhantes, faço a prova toda praticamente lado a lado (ora passa uma ora passa outra), com uma atleta que para não destoar do habitual, justifica a sua má (?) prestação (como a minha!) alegando que ontem teve prova de Marcha, onde fez uma grande prova e que esta prova não lhe interessa para nada, que as pernas não respondem. Como se as justificações dela me interessassem. Como se tivesse de se justificar. Como se só fosse admissível ir ali ao pé de mim, pela razão exposta: ela ser uma grande atleta de Marcha. Começo por responder que estar ali já era muito bom, que cada um faz o que pode e que é sempre uma melhor alternativa ao sofá e ao sedentarismo. Ignora-me e reforça que ontem é que foi! Uma grande prova! Por isso hoje as pernas não respondem... Apeteceu-me responder-lhe que cada um tem as suas "desculpas" mas fiquei calada e segui. Seguimos, aliás. Acabou por cortar a meta uns metros à minha frente. Não me esforcei especialmente. Porque não valia a pena e também porque não estava especialmente bem para sprints finais. Cada um tem as suas desculpas, mas não precisa fazer delas uma bandeira. Só fica mal.

Revi alguns amigos, alguns muito especiais por quem tenho imenso carinho e senti muita alegria revê-los, e também vários conhecidos. Corri. Depois peguei na máquina e fui fotografar a prova seguinte, a dos Veteranos Masculinos: rostos amigos, conhecidos e desconhecidos, de esforço, de felicidade, de alegria e de dor, de mistérios por detrás de cada olhar, silêncios de uma vivida carregada e ali tão transformada em suor, em músculos, força e Vida. Tão só... a correr. Por tudo e ...por nada. Tudo isto é a Corrida. Vivi de novo o bom ambiente das Corridas, das provas. Valeu muito a pena ter ido ao Corta Mato de Santo António dos Cavaleiros. Obrigada a todas as entidades e pessoas, porque as entidades são feitas de pessoas, que nos proporcionam manhãs boas como esta.

















para a Meta

Prova acabada...trote na relva

José Silva...corre e tem este hábito fantástico de fotografar a malta! Antes e durante a prova! E faz ambas as coisas especialmente bem! Para ele o meu obrigada!
O meu amigo Ginja... 


Joaquim Adelino e Hugo Adelino, um grande atleta, como o pai, e que foi hoje 1º lugar no escalão!

O meu pai, António Melro e o nosso amigo Joaquim Adelino
mais Fotos, pelo meu pai e por mim, na AMMA - Atletismo Magazine Modalidades Amadoras

e pelo atleta José Silva, aqui

e pelo Grupo Desportivo São Domingos, aqui

e do Ingleses Futebol Clube, aqui

A todos o meu obrigada pelas fotos que aqui utilizo.

sábado, 8 de Março de 2014

dia da mulher...

Neste "dia da mulher" tive as minhas flores, como tenho todos os dias em que ele me visita.

Ficam ali na entrada a alegrar a casa, a alegrar-me a mim, a darem cor e vida à casa, a mim e à minha vida.

Depois seguiu-se um treino curto. Amanhã tenho prova supostamente dura: corta-mato na distância de 3 Km. Quanto mais curto, mais duro. É partir e correr a abrir até à meta. Ou não... Amanhã veremos.

Hoje foram apenas 5 Km em 30 minutos. Com os de sempre. Os meus. Tempo ainda para passeio em modo caminhada e descanso merecido. A Primavera já deu o ar da sua graça e o calor fez-se sentir. Bom!